Gestão de Riscos e Segurança em Infraestrutura Crítica no Brasil

Ameaças à segurança e disponibilidade da infraestrutura crítica de países emergentes como o Brasil é crescente. Ainda com relevante participação estatal nas empresas do setor, o desafio não é pequeno. Os investimentos nas áreas de transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos são fundamentais para o desenvolvimento do Brasil.

Nos EUA, o Consorcio Nacional para Estudo do Terrorismo e Respostas ao Terrorismo, parte do Departamento de Segurança Americano (Homeland Security), baseado na Universidade de Maryland, revela que entre 1970 e 2015, 2.723 ataques terroristas aconteceram nos EUA; e destes ataques, 2.055 (75 por cento) objetivaram infraestrutura crítica.

No mundo, redes de energia tem sido alvo de ataques físicos e cibernéticos nos anos recentes. Ataques cibernéticos prejudicaram elementos de infraestrutura crítica em toda a parte, dos EUA à Ucrânia, onde um ataque bem-sucedido derrubou a rede de transmissão do país. De acordo com o Relatório produzido pelo Ponemon Institute, 75% das empresas de energia e ‘utilities’ experimentaram pelo menos um episódio recente de perda de dados.

Uma estratégia de segurança para acompanhar os desafios crescentes, deve ser tanto compreensiva como adaptável. Definida sobre os elementos básicos de gestão de risco, uma boa estratégia deve ser composta por:

• Níveis de Vigilância (inteligência, monitoramento).
• Prontidão (capacidade operacional, centro de comando visual, tecnologias de interdição).
• Resiliência (resposta coordenada, mitigação e recuperação).

Cada circunstância exigirá respostas especificas, mas é preciso estar preparado.

As empresas brasileiras operadoras de infraestrutura crítica estão trabalhando para vencer seus desafios. Para usar um exemplo familiar a maior parte dos brasileiros, durante a época das Olimpíadas no Rio, o Brasil se tornou um alvo desses ataques. De acordo com a empresa, a Light recebia à época, normalmente, um volume de tentativas de ataques entre 1 milhão a 2 milhões por mês. No período da Copa do Mundo, foram de mais de 3 milhões e nas Olimpíadas esse número subiu para cerca de 14 milhões de tentativas de ataque.

Conhecer os cenários de riscos, causas e impactos é essencial para que se possa tomar decisões acertadas com relação a retenção e transferência de riscos, inclusive o dimensionamento de seguros.

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